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Ciência e Tecnologia no CE: “A Ciência não é esse bicho de sete cabeças que pregam por aí”

Durante duas semanas, você acompanhou em nosso portal matérias especiais mostrando como a ciência e a tecnologia fazem parte da vida de todos nós em cada serviço que você utiliza e cada instituição que você visita do Governo do Estado. Para encerrar a série, um de nossos repórteres foi desafiado a regressar à sala de aula para experimentar uma metodologia que vem conquistando os estudantes da rede pública na área de Ciências. Era trabalho, mas a diversão não ficou de fora nesse relato, que nos mostra como professores e diretores das unidades estaduais reúnem esforços para indicar um novo caminho de oportunidades, que pode transformar a vida profissional desses estudantes.


Ciência e Tecnologia no CE: “A Ciência não é esse bicho de sete cabeças que pregam por aí”Voltar ao universo escolar e absorver o conteúdo ministrado em sala de aula parece ser uma tarefa difícil. Mas a experiência vivida na última semana, em escolas da rede estadual de ensino, possibilitou um aprendizado de forma prática, rápida e simples. Isso porque a metodologia aplicada atualmente pelos professores dessas unidades é bem diferente da forma que aprendi nas escolas particulares.

Sem farda, sem amigos e até sem nome na chamada, logo me inseri na turma de alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Dr. César Cals, que aguardava ansiosamente minha chegada. O professor Jandir Sampaio puxava papo e, sem eu perceber, já passava conteúdo para turma. A discussão era sobre Matemática e Física, mas de uma maneira bem interessante e fácil de aprender, pois estávamos praticando no Laboratório de Ciências o projeto Robótica Educacional.

Desde 2009, os alunos dessa unidade desenvolvem protótipos tridimensionais, usando materiais de baixo custo. O projeto tem uma metodologia de ensino que inicia com o desenvolvimento de pesquisas, situações-problemas e possíveis soluções. São estudados os conceitos físicos e onde é possível experimentar os resultados dos fenômenos apreendidos no decorrer dos ensinos fundamental e médio.

Os trabalhos são desenvolvidos inicialmente com os estudos de Física apreendidos de forma regular, de acordo com a série e o nível de ensino no qual o aluno está inserido. Tudo baseado em aulas pesquisas, expositivas, construção de maquetes, desenhos, informática, programação e funcionamento. O desenvolvimento do raciocínio lógico, recursos de geometria e informática, a resolução de desafios e a criatividade fazem parte da rotina de trabalho da turma.

Ciência e Tecnologia no CE: “A Ciência não é esse bicho de sete cabeças que pregam por aí”O coordenador do projeto, meu educador de sala, confidenciou que sente muito orgulho de orientar alunos tão dedicados - futuros colegas de trabalho. “Nós temos colocado na universidade cerca de sete alunos na área de Ciência, mais precisamente no curso de Física, o que mostra o engajamento desses meninos com o projeto. Já participamos de várias competições estaduais e nacionais, nas quais fomos bem colocados. Aqui, o aluno deixou o tradicional banco de estudos da sala de aula para ser expositor, se tornando mais interativo com a sociedade”, enfatizou.

A discreta Enya Ludmilla, de apenas 16 anos, chama atenção no laboratório por ser a única mulher interessada em aprender sobre o projeto. Para ela, a Robótica Educacional apresentou um novo olhar sobre Ciências. “Poder sair de sala de aula e desenvolver uma atividade extracurricular é algo que me fascina por aqui, além do auxílio na organização que adquiri. Eu tinha muita dificuldade em assimilar Física, mas a oportunidade que tenho de entender com o professor e os orientadores possibilitou uma nova leitura sobre a matéria”, disse.

Já meu agora colega, e quase xará, Harllen Gaydson, de 17 anos, que também recebeu os ensinamentos do professor, fala que o projeto foi determinante para a profissão que resolveu seguir. “Hoje sou estudante de Física, na UFC, e foi graças ao projeto Robótica Educacional que pude fazer essa escolha. Foi aqui que tive o contato direto com o que aprendia em sala, pois são alunos que desenvolvem as peças, e pude aprofundar meus conhecimentos na disciplina. O melhor de tudo isso é que a oportunidade foi dada no ensino público e eu não desperdicei”, concluiu.

Tudo caminhando dentro do previsto, quando o intervalo é sinalizado por um toque e tenho que deixar a turma para fazer novos amigos, dessa vez, na Escola de Ensino Fundamental e Médio Plácido Aderaldo Castelo. Lá, o Clube de Ciências têm feito a cabeça dos alunos possibilitando o aprendizado através de diversas atividades, como Teatro Científico, Corrida de Foguetes, Sistema de Correção de Provas, Canal de Experimentos, entre outros.

Com a aula em andamento; pedi licença, me integrei à turma e compreendi o assunto abordado pelo professor Fernando Barros Filho: a construção de drones. Olhei para os lados, afim de observar a alegria dos meus colegas de sala, e entrei na “brincadeira” do mestre. Entre uma dica e outra, mesmo que recém-chegado, acabei participando do desenvolvimento do próximo equipamento produzido pelos estudantes da unidade de ensino.

A construção de drones é um projeto de iniciação científica que permite a eles conhecerem, desenvolverem e construirem veículos aéreos não tripulados (VANTs). As aplicabilidades deste tipo de equipamento também têm sido bastante exploradas pelos alunos e, atualmente, a fotografia aérea tem sido o principal destaque, pois possibilita a captura de imagens a uma distância de até 10 metros de altura.

Na ocasião, aprendi que o Clube de Ciências trabalha na perspectiva de promover o protagonismo estudantil e a participação na produção do próprio conhecimento, com atividades que envolvam conceitos científicos e tecnológicos integrados a um ambiente lúdico e interativo. Os estudantes logo se interessaram por essa maneira diferente de aprender, pois o projeto possibilitou uma maior proximidade com a realidade da produção desenvolvida nas universidades.

Ciência e Tecnologia no CE: “A Ciência não é esse bicho de sete cabeças que pregam por aí”Durante a aula, o professor Fernando falou que o objetivo do projeto vem sendo cumprido e que ficou mais fácil de absorver os ensinamentos ministrados em sala. “A Ciência está inserida no dia a dia e não é esse bicho de sete cabeças que pregam por aí. Aqui, nós trazemos os alunos para o laboratório e apresentamos uma forma lúdica de compreender essas disciplinas. Nossas atividades se destacam por auxiliar no aprendizado deles, além de trazer prêmios para escola”, informou.

Bem desinibida, a estudante Isabel Cavalcante, de 14 anos, fala que o projeto é um facilitador do aluno no aprendizado das disciplinas de Ciências. “Sempre gostei de Ciências e isso facilitou minha entrada no clube. Aqui, dentro do projeto Canal de Experimentos, tenho a oportunidade de aprender mais e compartilhar meus conhecimentos para outros estudantes, por meio de videoaulas no Youtube. Tenho certeza que estamos ajudando muitos alunos que encontram dificuldades nessas matérias vistas como complicadas”, pontuou.

Quem também revelou gostar do projeto foi o Allysson Bruno, de 14 anos. O aluno, que foi convidado pelo professor, disse que essa é uma oportunidade única de aprender brincando. “Os experimentos que fazia em casa como brincadeira são levados a sério aqui, onde sou estimulado a trabalhar o intelectual e desenvolver projetos científicos. Posso encontrar no Clube de Ciências uma porta para o ingresso na universidade e, quem sabe, seguir uma carreira na área de Física”, salientou.

No fim da aula, agradeci a todos e, ao voltar para casa, conclui que a metodologia aplicada nas escolas do país evoluiu com o passar dos anos e que as unidades públicas de ensino ganharam profissionais capacitados para ministrarem esse conhecimento. São projetos como esses que garantem o sucesso educacional das instituições, mas, principalmente, certificam o aluno para ingressar no mercado de trabalho e se tornar um profissional gabaritado na área da Ciência.






Serviço:
Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Dr. César Cals
Endereço: Av. Domingos Olímpio, nº 1.800, bairro Farias Brito, Fortaleza
Fone: 85 3101.2379


Escola de Ensino Fundamental e Médio Plácido Aderaldo Castelo
Endereço: Rua 719, s/n, bairro Conjunto Ceará (2ª Etapa), Fortaleza
Fone: 85 3101.5683


30.10.2015


Fotos: Tiago Stille


Wiarlen Ribeiro
Repórter / Célula de Reportagem


Sabrina Lima
Gestora de Célula / Secretarias


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