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Competências para a vida: pesquisadores e gestores debatem perspectivas sobre a temática em seminário internacional

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No segundo dia do "Seminário Internacional Competências para a Vida: Onde Estamos e Onde Queremos Chegar", realizado em Fortaleza nesta terça e quarta-feira (23 e 24), pesquisadores e gestores da área educacional analisaram projetos já desenvolvidos em torno da temática e debateram sobre perspectivas de futuro. O evento foi realizado pela Secretaria da Educação do Ceará (Seduc), em parceria com o Instituto Ayrton Senna, o Instituto Aliança e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tendo contado com cerca de 400 participantes.

Os secretários da Educação do Ceará, Idilvan alencar; do Espírito Santo, Haroldo Rocha; e de Pernambuco, Fred Amâncio, apresentaram as experiências de seus respectivos Estados no que diz respeito às iniciativas que trabalham as competências socioemocionais.

Na visão de Idilvan, o seminário veio em momento oportuno, considerando o cenário da educação em esfera nacional, em que mudanças de grande impacto estão prestes a se efetivar "Estamos nos preparando para a reforma do ensino médio, da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e da implementação do tempo integral. Então, esse é o momento mais adequado para explorarmos o assunto das competências socioemocionais, para que o tema seja introjetado nessas mudanças e passe a fazer parte do cotidiano da educação", explica.

Idilvan acrescenta que a ação precisa ser diferenciada de outros projetos, não devendo ser vista como apenas mais uma atribuição ao encargo de professores e gestores escolares. "Este não é um tema transversal, mas essencial. Quanto tempo se perde numa escola administrando conflitos, ou fazendo retrabalhos de conteúdo didático, pela falta destas competências? O desenvolvimento socioemocional vem também para reduzir o desperdício de energias", defende.


Haroldo Rocha, do Espírito Santo, segue a mesma linha e acrescenta que tanto professores quanto estudantes anseiam por uma evolução neste aspecto. "Havendo esse debate na escola, reduzem-se os problemas que hoje parecem ser insuperáveis, tornando-os menores e, portanto, superáveis. Não dá pra fazer escola sem os conhecimentos e avanços científicos que o campo da psicologia trouxe. Isso atende às necessidades dos professores e dos alunos", observa.


Enxergar além

"Nós precisamos avançar na compreensão do que é infância, adolescência e juventude nos dias de hoje. O maior desafio que temos é fazer uma educação básica de alta qualidade e inclusiva. Nós, da educação, não podemos nos perder nesse nevoeiro em que nosso país está metido, mas, temos que enxergar além, porque formamos as futuras gerações", complementa Haroldo.

Fred Amâncio, secretário de Pernambuco, argumenta que o investimento em ações como tempo integral, projeto de vida, inovação e empreendedorismo são maneiras de trabalhar a temática nas escolas. "Não se faz educação por decisão de governador, nem por portaria de secretário, e sim, no chão da escola. Educação é autonomia e transformação, além de conhecimento, como disse Paulo Freire. A ligação do estudante com a sociedade, a formação continuada do professor, a educação profissional e a corresponsabilidade são fatores importantes nesse processo", avalia.

Fred aponta que a educação tem conseguido avanços significativos em diversos Estados, mas, que há ainda o que ser aperfeiçoado. "O contexto de vulnerabilidade social no Nordeste torna fazer a educação um desafio ainda maior. É muito mais complexo do que no Sul ou no Sudeste", pondera.

O consultor legislativo e ex-secretário da Educação Maurício Holanda, que mediou a mesa denominada "O que dizem os decisores?" no seminário, sintetiza que políticas de educação podem ser traduzidas por políticas de juventude. "Isso quer dizer, é preciso conhecer as necessidades existenciais destes sujeitos, reconhecendo suas potencialidades e fazendo uma educação política. Não é pelo fato de muitos alunos serem financeiramente pobres, que a educação esteja condenada a ser de baixa qualidade", considera.


Abertura ao novo

A diretora do Edulab 21, do Instituto Ayrton Senna, Tatiana Filgueira, enaltece o trabalho desenvolvido no Ceará e reforça que as competências socioemocionais têm que ser desenvolvidas não só entre professores e estudantes, mas também, pelos líderes e gestores da educação. "O perfil de aprendizagem dos alunos que chegam mais longe envolve a abertura ao novo e a autogestão, saber aonde se quer chegar. As lideranças daqui do Ceará transparecem isso. O Instituto Ayrton Senna está aqui para servir, e tem prazer em colaborar com um Estado que sabe aonde quer chegar. Queremos fazer parte dessa história de sucesso", celebra.

Para a diretora do Instituto Aliança, Adenil Vieira, o seminário representa um marco para a educação brasileira. "Tivemos aqui uma experiência única, que evidencia a importância de parcerias intersetoriais para a melhoria da qualidade da educação. Quatro organizações de naturezas diferentes trabalharam com respeito, perseverança, resolutividade, com um projeto em comum. Essas competências passaram a fazer parte da agenda nacional, o que nos traz alegria e responsabilidade, de levar essas boas práticas aos estados que ainda não tiveram a oportunidade de implementar projetos nesse sentido", reflete.

João Marcelo Borges, especialista em Educação do BID, recomenda que os educadores estejam atentos às mudanças que ocorrem no contexto social, para que as ideias não se tornem atrasadas e sejam atrativas aos jovens. "O mundo está mudando, em termos de ordem, estrutura e regras. Nós precisamos nos esforçar para compreender a sintaxe do novo mundo, sob pena de começarmos a trilhar um caminho que rapidamente se torne obsoleto", aconselha.


Próximos passos

De acordo com Idilvan Alencar, após a realização do seminário, a estratégia seguinte  é a difusão das ideias tratadas no evento entre os professores da rede estadual. Seminários locais serão realizados em cada Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede) com este intuito. O próximo passo será a avaliação criteriosa das iniciativas da Seduc que já trabalham as competências socioemocionais, como o Projeto Professor Diretor de Turma (PPDT) e o Núcleo de Trabalho, Pesquisa e Práticas sociais (NTPPS), definindo metas de expansão destas ações na rede. Na sequência, a pretensão é oferecer parcerias aos municípios do Estado, para que também passem a desenvolver a temática em suas escolas.



25.05.2017
Assessoria de Comunicação da Seduc
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