Trigêmeas da EEMTI César Cals estão entre aprovados em universidades públicas em 2026
4 de fevereiro de 2026 - 15:32

As irmãs trigêmeas Letícia, Yasmin e Beatriz Oliveira, de 18 anos, estão entre os 253 estudantes que concluíram a 3ª série em 2025 na Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Doutor César Cals, em Fortaleza, e foram aprovados no Ensino Superior, até o momento. As três conquistaram vagas em instituições públicas, resultado de uma trajetória marcada por dedicação, parceria e formação acadêmica de excelência.
Letícia Oliveira foi aprovada no curso de Serviço Social pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), após se identificar com o currículo e com a atuação profissional no setor.
“Eu sempre achei essa área bonita: são profissionais que defendem os direitos da população e ajudam as pessoas a saberem sobre suas garantias na sociedade. Então, com a feira das profissões realizada na escola, aprendi ainda mais sobre o curso, o que me levou a escolhê-lo de fato”, explica.
Yasmin Oliveira garantiu vaga em Ciências Biológicas, também na Uece, motivada por um interesse antigo pela biologia e pela área da saúde.
“Sempre me identifiquei com a área da natureza, estudar a vida, o corpo humano e os comportamentos dos animais. Era o que mais gostava. A área de saúde me interessava e a admiração por Ciências Biológicas veio através das aulas”, destaca.
Duplo reconhecimento
Já Beatriz Oliveira conquistou aprovação em Ciência da Computação no Instituto Federal do Ceará (IFCE), campus Maracanaú, além de uma bolsa pelo Prouni em uma instituição privada para o mesmo curso.
“Eu sempre gostei da área de exatas e me dei bem com matemática. Então, através de uma parceria que o César Cals fez com o Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), descobri meu interesse pela tecnologia. Pesquisei alguns cursos que envolviam essa área e me identifiquei com Ciências da Computação”, relembra.
A jovem decidiu ingressar no IFCE de Maracanaú, apesar da distância maior de casa, devido à qualidade de ensino e ao reconhecimento público que o IFCE tem. “A faculdade privada que eu tinha como opção pelo ProUni é uma boa instituição também, fiquei na primeira colocação com a bolsa integral, mas senti que o IFCE se encaixa melhor no que busco neste momento”, avalia.

Dia a dia
A rotina das trigêmeas era intensa. Os dias de estudo começavam às 7h e se estendiam até as 21h, conciliando as aulas regulares na escola pública com um curso preparatório no turno da tarde, onde estudavam com bolsa integral, conquistada em razão do bom desempenho acadêmico.
Embora estivessem matriculadas em turmas diferentes na unidade de ensino (salas A, E e F), as irmãs mantinham o vínculo durante os intervalos e fora da sala de aula. O apoio mútuo foi uma das estratégias centrais para o sucesso: com interesses em áreas diversas, elas compartilhavam conhecimentos e se ajudavam nos conteúdos.
Beatriz, que costumava auxiliar as irmãs nos conteúdos que envolviam matemática, considera que a formação recebida na Escola Doutor César Cals auxiliou-as no desenvolvimento de responsabilidades e planejamento para o futuro, tendo sido fundamental para a construção pessoal e acadêmica de cada uma.
“Recebemos muitas oportunidades por meio da escola. Em relação aos sonhos, sempre tivemos total apoio dos nossos professores e coordenadores, além de incentivo e diversas orientações sobre, principalmente, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e a Uece (Universidade Estadual do Ceará). Nosso coordenador da 3ª série, Geh Rubens, foi essencial para não permitir que nós e muitos outros estudantes abandonássemos nossos sonhos”, ressalta.
A história das trigêmeas reforça o papel da escola pública na ampliação de oportunidades e evidencia como dedicação, organização e cooperação podem transformar projetos de vida em conquistas concretas no acesso ao Ensino Superior.